Março é um tempo dedicado à valorização das mulheres e à reflexão sobre os caminhos para uma sociedade mais justa e igualitária. No Programa Jaguaré Caminhos (PJC), essa celebração também se traduz em compromisso institucional e em práticas concretas que fortalecem a equidade.

Hoje, mais de 90% das lideranças do programa são ocupadas por mulheres, e mais de 55% dessas lideranças são formadas por mulheres pretas ou pardas. Em um território historicamente marcado por desigualdades estruturais, esses números representam muito mais do que estatísticas: revelam um posicionamento institucional claro em favor da diversidade, da representatividade e da construção de oportunidades mais equitativas.

A presença feminina em espaços de decisão amplia perspectivas, fortalece vínculos com a comunidade e cria referências importantes para crianças, adolescentes e famílias atendidas pelo programa. Para muitas meninas do território, ver mulheres liderando equipes, projetos e iniciativas sociais significa reconhecer possibilidades, sonhar com novos caminhos e acreditar em seu próprio potencial.

Essa realidade também dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente o ODS 5 (Igualdade de Gênero), o ODS 10 (Redução das Desigualdades) e o ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes). No PJC, esses princípios ganham forma no cotidiano institucional, orientando práticas de gestão, participação e desenvolvimento humano.

Mais do que um dado institucional, a presença feminina na liderança do programa expressa a construção de uma governança mais inclusiva, plural e conectada com a realidade do território.

Porque, no PJC, o impacto social começa dentro de casa — e é a partir dessa base que seguimos construindo caminhos de transformação.