A Congregação de Santa Cruz iniciou, há 30 anos, um projeto educacional que visa prepa­rar e motivar crianças de 4 a 6 anos, residentes na Vila Nova Jaguaré, nos primeiros passos de seus anos escolares. A pedido das mães, iniciamos uma espécie de “escola maternal”, porém o contexto, a realidade social e a dinâmica municipal e urbana naquele momento eram outros.

Após algum tempo, a legislação foi alterada e fomos obrigados a deixar de prestar esse tipo de serviço, passando a focar na organização de espaços que acolhessem crianças com idade entre 4 meses e 3 anos e 11 meses de idade. Isso gerou mudanças substanciais na nossa aprendizagem e no modo como intervíamos na Comunidade. Hoje, acolhemos cerca de 280 crianças nos Centros de Educação Infantil (CEIs) Santa Luzia e Vila Nova Jaguaré.

Sempre atenta às necessidades das crianças e de suas famílias, a Congregação de Santa Cruz celebrou, mais tarde, convênios com o Município de São Paulo para acolher, em regime de contra turno escolar, crianças de 6 a 14 anos regularmente matriculadas nas escolas do bairro do Jaguaré. Participam hoje dos Centros de Criança e Adolescente (CCAs) Bom Jesus e Santa Cruz mais de 250 crianças.

O desenvolvimento e crescimento das crianças aliados à vontade dos pais de verem seus fi­lhos melhor preparados para o mercado de trabalho nos impulsionou a construir o Centro Cultural e Profissionalizante (CCP). Nos últimos anos, passaram em nossas oficinas, cursos, encontros e outras atividades, cerca de 470 pessoas por semana.

Por fim, com o objetivo de atender à demanda de crianças, adolescentes e jovens com de­ficiência física, mental ou de aprendizagem, criamos o Centro de Inclusão Educacional (CIE) que, atualmente, acompanha mais de 60 pessoas.

Essa “linha do tempo”, rapidamente descrita, ilustra a presença da Congregação de Santa Cruz na Vila Nova Jaguaré. Nosso trabalho só é possível através da qualificação profissional e da vontade de tornar nossa presença mais eficaz e significativa diante das novas exigências da educação.

As informações aqui encontradas são um síntese da proposta construída.

.Assim, termino estas linhas com as palavras do Papa Francisco: ”Não desanimeis diante das dificuldades apresentadas pelo desafio educativo! Educar não é uma profissão, mas uma atitude, um modo de ser; para educar é preciso sair de si mesmo e permanecer no meio dos jovens, acompanha­-los nas etapas do seu crescimento, pondo-se ao seu lado”.

Pe. Roberto Grandmaison csc